segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Como lidar com pacientes Inconvenientes?

Se há coisa que me irrita são pessoas abusadoras.

Por norma, não nego consultas a ninguém. A agenda muitas vezes até está sub carregada, mas lá faço um esforço para conseguir encaixar mais uma pessoa.

No outro dia, ligou-me uma senhora a pedir uma consulta de urgência. É daquelas pacientes já antigas, que gosta de pedir sempre tudo para ontem e que adora fazer sempre de tudo, um drama... enfim.
 Lá lhe disse que sim, referindo que uma vez que já não tinha vaga, que a colocaria entre duas pessoas.

Como combinado, lá foi consultada. 
Qual não é o meu espanto, quando no fim da consulta (sabendo ela que havia uma pessoa, na sala de espera, na sua vez para ser atendida), ela acha (Surpresa!) que o MARIDO TAMBÉM TEM DE SER VISTO! Visto! Sim, não me enganei... Ela deixou bem claro que o marido não era para ser consultado. Era apenas para o Doutor o ver e, se valia ou não a pena marcar consulta pela "pequena" queixa do Senhor.

(Tão linda, brilhante e espertinha que aquela mente é! ...Não é?)

De repente, sinto uma vontade enorme de agredir alguém.

Desculpem. Mas nem sempre consigo controlar estes achaques (internos).

Só um aparte:
O dentista para apenas ver uma pessoa, tem que pelo menos sentar a pessoa na cadeira, usar um babete e abrir um Kit de observação...
Estou errada? E que nome se dá a esse acto? Não é o de consulta?
(E no caso, até rx periapical fez. E ainda assim não cobrou consulta.)

Eu percebo que as pessoas andam um bocado apertadas com dinheiro, muitas vezes o médico quando não faz qualquer procedimento, até não cobra nada. E acho bem...
O que não concordo, é que não se cobre consulta em casos particulares como este.
As pessoas têm que se habituar à ideia que ocupar o tempo dos outros também tem o seu custo.

Apesar de me aborrecer, na prática, sei que não posso resolver este tipo de situação como gostaria.  

Foi por isso que resolvi escrever quatro dicas simples, de como devemos lidar com Pacientes Inconvenientes

  1. Nunca dar demasiada importância a este tipo de situação;
  2. Nunca perder a compostura;
  3. Deixar (sempre) que seja o médico a decidir o que fazer, quando surge este tipo de situação;
  4. Não deixar que acontecimentos do género, afecte a nossa relação com o cliente;




Escrito por: Dora Bandarra






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